Escola da Coluna - Um novo conceito de fisioterapia

07/05/06

   

 

Mais uma opção (e nova em sua criação) de conceito terapêutico aliado ao trabalho fisioterápico chega à Sergipe. É a Escola da Coluna, denominação da técnica criada há 25 anos pelo fisioterapeuta francês Andre Petit. Há quatro anos presente no Estado, a Escola desenvolve tanto o trabalho corpóreo (de reeducação postural, consciência corporal, condicionamento físico aeróbico e o rejuvenescimento do movimento.


Entre os primeiros a estudar a modalidade no país e fundador do primeiro Studio que disponibiliza esses ensinamentos, Zak Moreira, fisioterapeuta monitor e membro da diretoria técnica da Escola da Coluna Mail 14 do Brasil, avisa de antemão: "Não há idades limites para quem quer praticar". Dois exemplos são bem claros. "Tenho pessoas com 14 anos e já tive uma senhora com 85 anos", mostra Zac.

Certa vez, explica ele, uma de suas pacientes – que ainda permanece na prática – com 75 anos chegou pra ele e disse: "Não consigo me abaixar pra colocar meu neto no colo". Nesses três anos de aplicabilidade dos exercícios para irregularidades musculares conseqüentes da artrose, “a paciente já consegue andar sem a ajuda de aparelhos de locomoção”, explica.

Um projeto de acessibilidade para pessoas mais carentes está na meta do professor. Ele explica que a iniciativa abrirá espaço para aqueles que sofrem com algum tipo de deficiência e não têm recursos financeiros para a prevenção do problema.

"Esse projeto vai levar nosso trabalho a muitas pessoas que não têm como cuidar do corpo. Serão implantados todos os níveis em tempos distintos. Como uma forma de 'segurar' o paciente. Espero que muitos tenham acesso à terapia", diz.

Os elementos

Dentro do trabalhos da Escola da Coluna, que são de prevenção para a reabilitação do problema já instalado, são utilizados, dentro das atividades individuais e de grupo, recursos como: uso de bolas ortopédicas, cintas descompressoras e exercícios de solo, além da música como elemento que coordenada a ritmo.

A reabilitação operada individualmente é voltada para aqueles que apresentam distúrbios de movimento que requer um maior esforço. Pontos como dificuldade de locomoção, distúrbios de equilíbrio e coordenação, além hipercifose, escoliose, lombalgia, cervicalgia, etc. – problemas relacionados com a coluna vertebral.

Já nas atividades de grupo os objetivos coincidem, mas sendo que o público apresenta necessidades curativas e preventivas, como aqueles que simplesmente sentem que o corpo vem dando sinais de falta de destreza no movimento, seja por uma postura inadequada adquirida no trabalho diariamente ou simplesmente pelo sedentarismo, característica cada vez mais presente na nossa sociedade.

Na utilização da bola, a instabilidade da mesma obriga no paciente, a ativação dos grupos musculares responsáveis pela postura mais correta. No caso das cintas descompressoras e exercícios de solo, o condicionamento físico é a peça chave do trabalho. Todos estes tornam-se menos ou mais ritmicamente ousados quando está conduzido pela música.

  

  

 

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