Cursos mal avaliados pelo Enade serão investigados

13/06/07

   

 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou nesta terça (12) que os cursos que foram mal na avaliação do Enade (Exame Nacional de Desempenho) estão com o sinal vermelho aceso. Ele disse que o Ministério da Educação criou um banco de avaliação que irá às faculdades averiguar o porquê do mau desempenho.


"Nós compusemos um banco de avaliadores formado por doutores de toda rede federal de educação superior. São doutores especializados em avaliação, que estão sendo capacitados, inclusive, para poder aplicar os instrumentos que foram elaborados pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior. Esses consultores vão compor comissões de avaliações in loco", disse o ministro à Agência Brasil.

Fernando Haddad explicou que as comissões de avaliação serão formadas por sorteio. "Esses consultores vão compor comissões de avaliações in loco, por sorteio, quer dizer, não vai ter indicação."

Segundo o ministro, todos os cursos que passaram pela avaliação do Enade em 2004 serão avaliados novamente em 2007 por comissão de avaliação in loco. O ministro admitiu que na avaliação do Enade há a possibilidade de boicote de alunos em um ou outro caso, mas que isso não é a explicação de todo desempenho.

PDE
O ministro disse ainda que o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), lançado em março, está dentro do cronograma previsto. "Nós estamos nesta semana capacitando os consultores que vão à campo elaborar os planos de trabalho com os prefeitos e governadores. Essa capacitação deve se estender pelo mês de junho", informou.

"O desafio é chegar até abril do ano que vem, portanto 12 meses depois do lançamento do plano, com os mil municípios com os piores indicadores de qualidade atendidos por termos de parceria com o Ministério da Educação", explicou.

O ministro defendeu que o Brasil deveria investir, seguramente por mais de dez anos, 5% do PIB (Produto Interno Bruto) apenas em educação básica, sendo que o investimento global no setor deveria atingir 6% do PIB.

Desnacionalização
Diante da intenção do Congresso Nacional de mudar a lei que limita atualmente o capital estrangeiro em atividades educacionais em 30%, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que se preocupa com a possível desnacionalização das universidades privadas no Brasil.

"Não é um setor qualquer. Não conheço situação tão peculiar. As instituições migram para o regime de empresa para enfrentar uma situação financeira adversa e podem ser adquiridas rapidamente por capitais estrangeiros", disse o ministro.

  

  

 

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