Autores sergipanos por ordem alfabética pelo sobrenome de L-S

L
LEITE, Joaquim do Prado de Sampaio
N.em Aracaju (SE), A 3 de junho de 1865,filho do farmacêutico Joaquim do Prado de Araújo Leite e D.Lídia Carolina Alves Sampaio.Parente próximo, pela linha materna, do poeta Castro Alves.Estudou as primeiras letras na cidade natal e fez o curso secundário no Ateneu Sergipense.Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Recife, em 1889.Nomeado promotor público de Japaratuba (SE). Em 1893, secretário do Tribunal de Relações.Exerceu a magistratura, alguns anos,em Pernambuco.Em 1905 regressou à terra natal, lecionando Literatura e Lógica no Ateneu Sergipense. Fez advocacia.Deputado à assembléia Constituinte de Sergipe. Colaborou em vários Jornais. F. em data ignorada.

Bibliografia: Ensaios (versos), Aracaju, 18882. Lucubrações (versos), Aracaju, 1884. Retalhações (versos), Sergipe,1887. Vida sergipana (contos cientificistas), Recife, 1903.Lendas sergipanas (versos), Recife, 1903.Poema do ar (versos), Aracaju, 1904.

LIMA, Jackson Silva
N. em Aracaju (SE), Em 1940. Bacharel pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Sergipe. Colaborador da Gazeta de Sergipe. Conselheiro da cultura de Sergipe,e membro do Clube Sergipano de Poesia.

Bibliografia :Esparsos e inéditos de José Sampaio (apresentação critica e seleção),1868.História da literatura sergipana, vol. I.

LIMA, Pedro Pinto da Mota
N. em Sergipe, em 1897.Jornalista. Líder comunista.Cultivou o romance.F.,em desastre de avião,na Cortina de Ferro,em dezembro de 1966,com 69 anos.

Bibliografia : O Coronel Lousada (romance),1926. Brouhaha (romance),1930. Zamor (romance), Rio,1945. A fábrica de pedra (romance),1963. O Brouhaha foi traduzido,no Uruguai,por Justino Zavala Muniz,e o romance Zamor foi vertido,na Argentina,por Carmem Alfaya.

LOPES, Mara Rúbia
Nasceu em Aracaju no dia 6 de maio de 1951, tendo feito os estudos iniciais em vários estabelecimentos, ora da rede pública, ora na particular. O segundo grau foi dividido em dois colégios de sua cidade natal, Atheneu Sergipense e Colégio Pio XI. Apaixonada pela literatura desde cedo, em especial a poesia, que começou a praticar desde os 16 anos, formada em Letras e jornalista da Universidade Federal de Sergipe.
BIBLIOGRAFIA: Publicou a Líra do Poemaru e boa parte da sua produção através da coletânea Aperitivo Poético.

LUCAS, Renato Mazze
N.em Sergipe, filho de Raimundo Lucas Leão e D.Petrina Mazze Lucas. Médico psiquiatra. Ex-diretor do Serviço de Assistência aos psicopatas. Contista, premiado em concursos locais e nacionais. Prêmio da Câmara Municipal de Aracaju (SE), em 1961

Bibliografia: Anum Branco (contos), Rio de Janeiro, 1961. Anum ,preto (contos), Rio de Janeiro,1967.

M
MACHADO, Manuel Alves
N. em Propriá (SE), a 19 de abril de 1852, filho do Capitão Domingos Alves Machado e D. Maria Lucinda Alves Machado. Feitos alguns preparatórios para o curso normal, deixou de completá-los para assumir encargos de família. Na escolha de profissão liberal, preferiu a do magistério particular. Exerceu, juntamente com os cargos públicos, o de professor primário em bairro de Aracaju (SE). Pertenceu a diversas sociedades literárias. Colaborou em O Raio, em que publicou poesias. F., em Aracaju (SE), a 22 de fevereiro de 1987.

Bibliografia: Aspirações (poesias), Aracaju, 1877. No cárcere (poesias), Aracaju, 1881. Flores da infância (poesias didáticas e recreativas), Aracaju, 1883. Deus vela pela inocência (drama inédito). E outras peças dramáticas e várias poesias.

MARQUES, Núbia Nascimento
Assistente Social, professora da Universidade Federal de Sergipe, romancista, jornalista e poetisa, com vários livros publicados nos diversos gêneros literários.
Publicou Um ponto duas divergentes – poesia, Aracaju –Se 1959, Dimensões poéticas - Sociedade de Cultura Artística 1961. Sinuosas em carne e Osso – crônicas, Aracaju – SE. 1961 Sinuosas em carne e osso – crônicas, Aracaju, Se, 1962. Berço de Angustia – Romance 1967. Maquinas e Lírios poesia 1971 - Aracaju – Sergipe. Geometria do Abandono Poesia , 1975, São Paulo. O Passo de Estefania – 1 edicao e 2 edicao – Edições Achiame – Rio de Janeiro 1980 e 1982. O sonho e a sina. Participa da Coletânea – Contos e Cronistas Sergipanos – 1979.
Primeira mulher acadêmica. Foi ela a grande guerreira que venceu o tabu da Academia Sergipana de Letras.
Falecida em 1999.

MENDONÇA, Manuel Curvelo de
Pseudônimo: Luckner. N. em Riachuelo (SE), a 29 de julho de 1870, filho Antônio Curvelo de Mendonça e D. Bárbara Muniz Teles de Menezes de Mendonça. Estudou preparatórios na cidade de Natal e em Aracaju (SE) e seguiu para o Recife (PE). Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Recife, em dezembro de 1892. fixou residência no Rio de Janeiro (GB), no ano seguinte, e abraçou as carreiras do magistério e da imprensa. Chefe de seção da Intendência Municipal do antigo Distrito Federal. Lecionou Direito Mercantil e Economia Política no Instituto Comercial. Ocupou, durante algum tempo, o lugar de diretor dos debates da Câmara dos Deputados. Trabalhou, ativamente, na imprensa periódica sobre os mais variados assuntos. Em O País, desenvolveu melhor as atividades intelectuais. Em 1910, seguiu para a Europa em comissão da diretoria da Instrução Pública do antigo Distrito Federal, a fim de assistir aos Congressos Pedagógicos de Bruxelas e Paris. Na época, nomeado membro do Conselho de Instrução Pública do Rio de Janeiro (GB). Afeiçoou-se às doutrinas do socialismo, havendo escrito o romance A Regeneração, em que se mostra adepto da doutrina de Tolstói. Colaborou, desde os tempos de estudante, em numerosos jornais e revistas, redigindo artigos de crítica e contos. F., em Laranjeiras (SE), a 17 de setembro de 1914.

Bibliografia: A regeneração (romance social), H. Garnier, Paris, 1904. “A morte de Silva Jardim”, in Anais, Rio de Janeiro, 1906, nº 78, pp. 238-39. “Guimarães Rebelo” (estudo sobre a individualidade literária do escritor), in Brasil Revista, Rio de Janeiro, 1910, nº 7.

MENEZES, Simeão de Aguiar Botto de
Pseudônimos: Américo Brasil e Petronius. N. em Laranjeiras (SE), a 8 de outubro de 1872, filho do desembargador Gonçalo de Aguiar Botto de Menezes e D. Maria da Piedade Botto de Menezes. Depois de cursar o Liceu Paraibano, seguiu para Recife, em cuja Faculdade de Direito se bacharelou, em 1912. Retornando à Paraíba, começou a escrever na imprensa oposicionista, colaborando no Estado da Paraíba, assinando crônicas sob o pseudônimo de Américo Brasil. Exerceu a magistratura no interior do Ceará. Tinha vocação para a tribuna,m herdada do pai. F., na capital da Paraíba, a 1º de junho de 1915.

Bibliografia: Flanando... (crônicas).

MONTALVÃO, Elias do Rosário
N. em Campos (SE), a 17 de abril de 1873, filho de Joaquim José Montalvão e D. Hermenegilda Serva de Nazaré. Fez os estudos preparatórios em Aracaju (SE). Formou-se em Odontologia na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1909. Trabalhou no comércio de Aracaju (SE). Praticante da Tesouraria de Aracaju (SE), e em 24 de outubro de 1897, 4o escriturário do Tesouro Nacional, depois removido para a Delegacia de Aracaju (SE). Colaborou, em 1890, na Gazeta de Domingo. Fundador de O Caixeiro, de Aracaju. Desconhece-se a data de falecimento.

Bibliografia: Pelo direito e pela História de Sergipe (conferência), 1915. Comarca do Rio Real (conferência), 1915. Meu Sergipe, Aracaju, 1916. Limites Sergipe-Bahia, Aracaju, 1918. História e corografia de Maroim, Aracaju, 1921.

MORAIS, Gizelda Santana
Professora aposentada pela Universidade Federal de Sergipe. Publicou o seu primeiro livro de poesias, ROSA DO TEMPO, aos 18 anos pelo Movimento Cultural de Sergipe 1958. Seguido de outros, individuais e em parceria. Graduada em Filosofia pela UFBA e doutora em psicologia Lyon – Franca. Dedicou-se a pesquisa e ao ensino universitário nas áreas de psicologia e educação, em Sergipe, na Bahia e, como convidada, na Universidade de Nice Franca. Nesse campo publicou vários trabalhos em livros e revistas nacionais e estrangeiros. Seu primeiro romance, Jane BRASIL, foi editado em Aracaju em 1986 e o segundo, IBIRADIO, as várias faces da Moeda, baseado nos fatos da Conquista de Sergipe, em 1990; Franca – 1999, Preparem os Agogôs Bagaço, Recife, 1996, Absolvo e Condeno Vertente, São Paulo, 2000, Feliz Aventureiro, Scortecci Editora, São Paulo, 2001.

MORENO, João Batista Perez Garcia
N. em Laranjeiras (SE), a 12 de dezembro de 1910, filho de Pedro Garcia Moreno e D. Maria Ambrosina Brandão Moreno. Iniciou o curso primário em Santos (SP), terminando-o em Maroim (SE) e fez o secundário em Aracaju (SE). Em Salvador (BA) ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, doutorando-se em 1933. Catedrático de Medicina Legal da Universidade Federal de Sergipe. Publicou trabalhos científicos em revistas especializadas e em livros. Dedica-se à literatura.

Bibliografia: Letras vencidas (crônicas), 1950. Cajueiros dos papagaios (contos), 1956. Doce província (contos), 1964.

N
NUNES, Maria Thetis
Professora de Geografia e Historia, licenciada pela Universidade Federal da Bahia, lecionou no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, sendo a primeira mulher a dirigir esse estabelecimento de ensino, o que fez com muita competência e autoridade. Pesquisadora da Historia de Sergipe, tem vários livros e monografias publicados. Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico, sendo reeleita por vários pleitos consecutivos. Já foi vice-reitora da UFS e a primeira mulher a assumir o cargo de Reitor em exercício. E a terceira acadêmica de Sergipe

BIBLIOGRAFIA. Os Árabes sua contribuição a civilização ocidental. Aracaju. Gráfica J. Andrade, 1945. Ensino secundário e sociedade brasileira. Rio de Janeiro. MEC;ISEB,1962. Sergipe no processo da independência do Brasil. Cadernos da UFS. N.2, 1973. Silvio Romero e Manoel Bomfim. Pioneiros de uma ideologia nacional. Cadernos da UFS. N. 4, 1976. Ocupação territorial da Vila de Itabaiana. A disputa entre lavadores e criadores. Separata dos Anais do VIII Simpósio dos professores universitários de Historia. São Paulo, 1976. Historia de Sergipe a partir de 1820. Rio de Janeiro. Cátedra. Brasília, INL,1978. Historia da educação em Sergipe, Rio de Janeiro, Paz e Terra, Aracaju, Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Sergipe. Universidade Federal de Sergipe, 1984. Manuel Luiz Azevedo d Araújo, educador da ilustração. Brasília, INEP, 1984. (Premio Grandes Educadores Brasileiros. 1984) Sergipe Colonial I. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, 1989. Sergipe Colonial II. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1996.

P
PASSOS SUBRINHO, Josué Modesto dos
Nasceu em Ribeirópolis (SE), graduou-se em Economia, na Universidade Federal de Sergipe e obteve os títulos de mestre e doutor em Economia na Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP. É professor do departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe, desde 1980 . Tem pesquisado temas relacionados às questões do desenvolvimento econômico e da transição do trabalho escravo para o trabalho livre, os resultados dessas pesquisas foram apresentados e publicados em anais de associações cientificas como a ANPEC (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação e Economia) e ABPHE (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação e Economia) e ABPHE (Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica). Ocupou, desde novembro de 1996, o cargo de Vice-Reitor da Universidade Federal de Sergipe e atualmente exerce o mandato de Reitor pelo período de 2005 a 2008.

BIBLIOGRAFIA: História Econômica de Sergipe (1850-1930): Reordenamento do trabalho: Trabalho Escravo e Trabalho Livre no Nordeste Açucareiro. Sergipe 1850/1930.

PINA, MARIA LIGIA MADUREIRA
Natural de Aracaju, licenciada em Historia e Geografia pela antiga Faculdade Católica de Filosofia de Sergipe. Lecionou no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, no Instituto de Educação Rui Barbosa, no Colégio de Aplicação da UFS e em vários Colégios da rede particular de ensino. Hoje aposentada dedica-se a Literatura.
Poetisa publicou através da Secretaria de Cultura do Estado FLAGRANDO A VIDA. Cronista, contista, pesquisadora lançando A Mulher na Historia trabalho realizado através de entrevistas e consultas bibliográficas, leituras de livros referentes ao assunto, jornais, revistas. Vem contribuindo para Jornais da Capital como. Jornal da Cidade, A Tarde, O Popular, Folha da Manha e Letras Sergipanas, este da Academia Sergipana de Letras. Teatróloga encenou com alunos do Atheneu o Ponto Omega e com alunos do CODAP-UFS, O Viajante do Tempo, Os Caminhos da Filosofia, Patrícios x Plebeus, A Reportagem Especial, entre outros. Historiadora - tem inéditos, mas aplicados aos alunos do CODAP-UFS Tudo Isso e o Brasil e Historia do Brasil da Colônia a Revolução de 1930, alem de Palestras e Discursos em eventos diversos.
Cursou o Seminário de Sistemas Educacionais de Israel em Israel e o de Educação Comparada Brasil-Israel, no Rio de Janeiro, em 1989. Fez vários outros cursos ligados a Historia, Literatura e dois de Dicção.

PINTO, Elzeário Prudêncio da Lapa
N.em S.Cristóvão (SE), a 28 de abril de 1839,filho do capitão José Pinto da Cruz e D. Maria de S. José da Lapa Pinto. Na terra natal, dedicou-se ao magistério.Em breve, abandonou-o para dedicar-se ao funcionalismo público, nomeado praticante do Tesouro Geral da Fazenda ,conseguindo acessos na carreira..transferiu-se para a Bahia, e exerceu o cargo na Recebedoria de rendas.Abandonando as funções,enveredou pela política partidária, sendo nomeado autoridade policial, num dos distritos da capital baiana. Quando estalou a guerra com o Paraguai, formou batalhão de voluntários que acompanhou até o Sul, de onde regressou sem chegar ao teatro das operações. Residiu no Rio de Janeiro (GB), onde se dedicou ao estudo da medicina homeopática. Em pouco, possuía clínica particular. Transportou-se para o Peru, onde obteve carta de médico. “Poeta, vivendo num mudo de ilusões, jamais se preocupou com os vaivens da fortuna, sempre indiferente às imposições da vida material, sem se advertir dos dias aziagos que se aproximavam”. Publicou muitas produções pelos jornais em gêneros diversos: a nota predominante, na opinião de Sílvio Romero, foi o gênero épico-lírico. Nesse estilo, escreveu em 1895 O festim de Baltazar, “uma das poesias mais belas da língua portuguesa no século XIX”. Em dias de julho de 1890, sem forças para apagar os golpes da adversidade, principiou a sofrer das faculdades mentais, de que não se curou. F., na Boca do Mato, Estação do Meyer (RJ), a 22 de novembro de 1897.

Bibliografia: Poesias esparsas em jornais da época. Inéditos: Estudos sobre as reformas, em 3 vols. Sergipe (poema em 3 cantos, composto em 1860). Itaporanga (poesia).

PRATA, Ranulfo Hora
N. no Lagarto (SE), a 4 de maio de 1896,filho do Coronel Felisberto da Hora Prata e D. Ana Hora Prata. Fez os estudos primários em Simão Dias (SE) e na Estância (SE) e o curso secundário na Bahia. Matriculou-se na Faculdade de Medicina de Salvador (BA), que cursou até o 4o ano. Transferiu-se para a Faculdade congênere do Rio de Janeiro (GB), doutorando-se em 1920. Viveu a maior parte de sua vida em S. Paulo, clinicando em Mirassol (SP) e, depois, em Santos (SP). Um dos melhores amigos do romancista Lima Barreto, que passou uma temporada em sua companhia, em Mirassol. Estreou na literatura, em 1918, com o romance O triunfo. F. , em Santos (SP), em 1942.

Bibliografia: O triunfo (romance de costumes), Rio de Janeiro, 1918. Dentro da vida (romance), Rio de Janeiro, 1922. O lírio na torrente (romance), 1925. A longa estrada (contos), 1925. Lampião (estudos), 1934. Navios iluminados (romance, 1937).

R
REIS, Pe Ângelo dos
N. no Ro Real (SE), em 1664. Entrou para a Companhia de Jesus, a 8 de novembro de 1681. Ordenou-se sacerdote, em 1693. Professor, na Bahia e no Rio de Janeiro, de Filosofia, Teologia, e prefeito dos estudos de humanidade. Pregador notável. Durante algum tempo, foi secretário do Pe Antonio Vieira. Membro Supranumerário da Academia Portuguesa de História. Superior da Aldeia Canabrava, no sertão da Bahia, onde faleceu de antraz. Conhecendo a natureza da doença, escreveu ao Reitor do Colégio da Bahia prevendo a morte, a 21 de dezembro de 1723.

Bibliografia: Sermão da Restauração da Bahia, pregado na Sé da mesma cidade, em dia dos apóstolos S. Felipe e Santiago, Lisboa, 1706. Sermão da canonização do grande apóstolo do Oriente S. Francisco Xavier pregado no dia da mesma festa no Colégio do Rio de Janeiro, Lisboa, 1709. Sermão de N. S. de Belém pregado no seminário de mesmo nome, e na primeira oitava do Natal no Ano de 1716, Lisboa, 1718. Sermão da soledade da mãy de Deos pregado na Sé da Bahia, no ano de 1718, Lisboa, 1719. Ode, Admodum D. D. Sebastiano Monteyro da Vide Metropolitano Líbano Antbistili Brasiliense Panegiris, Censura do MRP Angelodos Reys, 17-5-1716. Carta ao P. Geral, do Rio de Janeiro, 8-2-1704.

RIBEIRO, João Batista de Andrade Fernandes
Pseudônimos: Nereu, João Fernandes, Xico Late, Y., N., Rhizophoro, Rizophoro (-H), J. R. e Xyz. N. em Laranjeiras (SE), a 24 de junho de 1860, filho de Manuel Joaquim Fernandes e D. Guilhermina Rosa Ribeiro Fernandes. Tendo perdido o pai cedo, foi criado na casa do avô, admirador de Herculano e Saldanha Marinho, e possuidor de muitos livros, os quais contribuíram para a formação do espírito do neto, que e dedicava à pintura e à música, tocando flauta, piano e órgão. Aos 13 anos, escrevia versos. Em Aracaju (SE) estudou no Ateneu de Sergipe, sendo sempre o melhor aluno. Ingressou na Faculdade de Medicina de Salvador. Abandonou o curso e seguiu para o Rio de Janeiro (GB), matriculando-se na Escola Politécnica, que deixou. Sua vocação era para as letras. Levou na bagagem alguns livros começados, entre os quais, a coletânea de poesias, Idílios modernos, que obtiveram de Silvio Romero, conterrâneo e grande amigo, entusiástico artigo na Revista Brasileira. Apesar das instâncias do amigo, não publicou o livro. Desde que chegou ao Rio de Janeiro dedicou-se ao jornalismo, convivendo com José do Patrocínio, Quintino Bocaiúva, Alcindo Guanabara. Lecionou no Colégio São Pedro de Alcântara e Colégio Alberto Brandão. Em 1885, prestou concurso na Biblioteca Nacional, para oficial de secretaria, cargo que ocupou durante cinco anos. Trabalhou na Época, de Zeferino Cândido, de 1887 a 1888, escreveu, com Artur Azevedo, redator do jornal, e com aquele primeiro, o romance Os mistérios da Prainha. Em 1887, prestou concurso no Colégio Pedro II, para a cadeira de Português, com a tese Morfologia e colocação dos pronomes. Conseguiu a cadeira de História Universal, 3 anos depois do concurso. Em 1889, casou-se com Maria Luisa da Fonseca Ramos, com quem teve 16 filhos. De 1889 a 1890, escreveu no Correio do Povo a seção “Através da Semana”. Em 1894, bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (GB). Nesse tempo, escrevia em A Semana, de Valentim Magalhães, onde se candidatou a concurso de contos, obtendo o primeiro lugar com o trabalho S. Boemundo. Nesse jornal, publicou série de artigos sobre filologia. Em 1895, na Europa, residiu, mais de um ano, em Berlim, onde editou em português a revista O Mundo Novo, cuja edição financeira era do irmão mais velho, Júlio César Ribeiro. Estava em função do governo brasileiro, comissionado para estudar a instrução pública nos diversos países. Da Alemanha, foi para a Itália, Inglaterra e França. Representou o Brasil no Congresso de Propriedade Literária, em Dresde, e na Sociedade de Geografia de Londres. Nessa viagem, dedicou-se à pintura, de que recebera ensinamentos de Batista da Costa, no Rio de Janeiro. Em Berlim, freqüentou as aulas do prof. Wildebruck Winck e, na segunda viagem à Europa, em 1901, entrou para a classe do prof. Bartezzago, em Milão. Em 1898, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, cadeira nº 31, vaga de Luís Guimarães Júnior, o primeiro acadêmico eleito depois de completada a Academia. Em 1900, realizou, no Rio de Janeiro, exposição de quadros. Um dos principais promotores da reforma ortográfica de 1907. Nesse ano, dirigiu o Almanaque de Garnier, fundado em 1903, sendo, desde então, o mais assíduo colaborador. Em 1912, trabalhou no Imparcial, fazendo durante 10 anos, crítica literária, sob diversos pseudônimos. No ano seguinte, a convite do diretor da Biblioteca Nacional, realizou série de palestras sobre folclore. Voltou, pela terceira vez, à Europa, em 1914, pretendendo fixar residência na Suíça. Para tanto, leiloou tudo o que possuía, incluindo sua preciosa biblioteca. Com a guerra regressou ao Brasil. Em 1920, colaborou o Jornal, publicando vários ensaios. Escreveu na Gazeta de Notícias, Jornal do Brasil e Estado de S. Paulo, onde publicou perto de 500 artigos. Colaborou na Revista Sul-americana, Revista da Língua Portuguesa, Ciências e Letras, Revista Nacional, Revista da Educação, Revista da Academia Brasileira, Revista de Filologia, Revista Souza Cruz, e outras. F., no Rio de Janeiro (GB), a 13 de abril de 1934. Na Academia Brasileira de Letras, foi substituído por Paulo Setúbal.

Bibliografia: Poesia :Tenebrosa lux,1881.Dias de sol,1884.Avena e cítara. Versos, 1890.Intermesso,de Hei (trad),1894. Auto das guerras de amor.Filologia (obras didáticas):Morfologia e colocação dos pronomes,1886.Gramática portuguesa,1886-1887 ( 1º,2º,3º ano do curso médio).Exame de português,1887. Dicionário gramatical,1889.Estudos filológicos ,1902.Livro de exercícios,1908. Frases feitas, 1908. Gramática de Hilário Ribeiro, 1908. Exame de admissão para os ginásios, 1916. A língua nacional, 1921. Curiosidades verbais,1927. História: História antiga. O Oriente e Grécia, 1892. Ensino cívico, de Silvio Romero, com prefácio e vocabulário de João Ribeiro, 1894. História do Brasil, 1900 (três edições para os cursos primário, médio e superior). Compêndio de história da literatura brasileira, 1906. História universal, 1918. As nossas fronteiras, 1930. História da civilização,1932. Memórias: A instrução pública – primária, secundária e técnica, 1890. Memória histórica, 1901. Memória dos sucessos ocorridos no ginásio nacional no ano de 1903, 1904. Crítica: Obras poéticas de Cláudio Manuel da Costa (Glauceste Satúrnio), 1903. Estudo crítico e anotações na “arte de furtar” (composta no ano de 1652, pelo Padre Vieira), 1907. Goethe, nas Obras filológicas, críticas literárias de João Ribeiro,1932. Antologias: Autores contemporâneos, 1896. Páginas escolhidas da Academia Brasileira (com a colaboração de Raimundo Correia e Mário de Alencar), 1906. Seleta clássica, 1905. Satíricos portugueses, por José da Fonseca, com introdução crítica e anotações de João Ribeiro, 1910. Ramiz Galvão, com anotações de João Ribeiro, 1922. Ensaios: Páginas de estética, 1905. O fabordão (Crônica de vário assunto), 1910. O folclore (estudos da literatura popular), 1919. Notas de história, de arte e de ciência, Colméia, 1923. Cartas devolvidas, 1926. Ficção: S. Boemundo, 1894. Floresta de exemplos (coleção de 53 contos), 1931. Traduções: Crepúsculo dos deuses (contendo contos de escritores alemães), 1905. Almanaques: Almanaque Garnier, de 1907 a 1914. Almanaque Alves, 1916. Dicionários: Novo Dicionário Enciclopédico da Língua Portuguesa, de Simões da Fonseca (refundido, aumentado e melhorado por J. Ribeiro), 1926. Academia Brasileira de Letras, Dicionário Brasileiro da língua portuguesa, 1928.

ROMERO, Silvio Vasconcelos da Silveira Ramos
Pseudônimo: Feuerbach. N. na Vila do Lagarto (SE), a 21 de abril de 1851, filho de André Ramos Romero, negociante de bons haveres, e D. Maria Vasconcelos da Silveira Ramos Romero (segundo informação de Silvio Romero, em entrevista a João do Rio) ou D. Maria Joaquina da Silveira (conforme consta da certidão de batismo, apresentada pelo filho Nelson Romero), ambos de procedência lusitana. Fez os primeiros estudos no lugarejo natal, dirigido pelo prof. Badu. Aos 12 anos, em 1863, estudou os preparatórios na Corte. Cursou até 1867, como aluno interno, o antigo Ateneu Fluminense, dirigido por sacerdote católico. Em fevereiro do ano seguinte, chegou a Recife (PE), para cursar a Faculdade de Direito, com 17 anos. Castro Alves acabava de deixa-la. Tobias Barreto, cursando o 4o. ano, já se impunha à admiração da mocidade acadêmica, quase da mesma idade, seu contemporâneo. A 12 de novembro de 1873, bacharelou-se. O seu aparecimento na imprensa do Recife verificou-se em fins de 1869. Fê-lo com a monografia: A poesia contemporânea e a sua intuição naturalista. Depois produziu versos e série de artigos de combate ao romantismo em geral e, particularmente, à poesia da época. Colaborou, em 1871, no Correio Pernambucano, Diário de Pernambuco, Jornal de Recife e A República. Em 1874, foi nomeado promotor da comarca de Estância (SE), onde pouco demorou. Tentou a política, quando foi eleito deputado provincial. O discurso de esteia foi o primeiro e o último. A sua vocação era inclinada ao magistério. Em 1875, submeteu-se a concurso para a vaga de Filosofia do Colégio das Artes, como designavam o curso de preparatórios anexo à Faculdade de Direito de Recife. Não conseguindo, por motivos de política, emigrou para o Rio de Janeiro (GB). Antes casou com a jovem Clarinda Diamantina Correia de Araújo, de 15 anos, e que seria a “primeira edição”, como dizia, pois casou três vezes. Chegou ao Rio de Janeiro em meados de 1876. Juiz municipal de Parati (RJ), onde se demorou 2 anos e meio. Ali pouco escreveu. Dedicou-se, na folga dos trabalhos, a observar as cantigas e costumes populares. Em princípio de abril de 1870, deixou Parati e fixou-se no Rio de Janeiro (GB). No ano seguinte, fez concurso para preenchimento da cadeira de Filosofia do Colégio Pedro II, e ganhou-a. Colaborou em O Repórter, de Lopes Trovão, com o pseudônimo Feuerbach. Colaborou na Revista Brasileira. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, cadeira no. 17, patrono Hipólito da Costa. A 18 de dezembro de 1906, no discurso de recepção a Euclides da Cunha, na Academia, sua oração provocou escândalo. Em longo trabalho, fez acres invectivas ao governo da República, na presença do presidente Afonso Pena. Segundo Afrânio Peixoto, começou Medeiros e Albuquerque, ao lado do orador, a subtrair tiras e mais tiras que jogava ao chão, distraindo a assistência, que atentava nesta distração, e não nas invectivas. Em 1910, foi jubilado do Colégio Pedro II. Tendo adoecido, no ano seguinte, transferiu-se para Juiz de Fora (MG). F., no Rio de Janeiro (GB), a 18 de junho de 1914.

Bibliografia: A poesia contemporânea, Recife, 1869. A filosofia no Brasil, Rio de Janeiro, 1878. Cantos do fim do século, Rio de Janeiro, 1878. A literatura brasileira e a crítica moderna, Rio de Janeiro, 1880. Introdução à história da literatura brasileira, Rio de Janeiro, 1882. Contos populares do Brasil, Rio de Janeiro, 1883. Ensaios de crítica parlamentar, Rio de Janeiro, 1883. Últimos arpejos, Porto Alegre, 1883. Valentim Magalhães, Rio de Janeiro, 1884. Estudos da literatura contemporânea, Rio de Janeiro, 1885. História da literatura brasileira (2 vols.), Rio de Janeiro, 1888. Estudos sobre a poesia popular no Brasil, Rio de Janeiro, 1888. Etnografia brasileira, Rio de Janeiro, 1888. Luís Murat, Rio de Janeiro, 1891. História do Brasil, Rio de Janeiro, 1891. Parlamentarismo e presidencialismo na República brasileira, Rio de Janeiro, 1893. Doutrina contra doutrina – o evolucionismo e o positivismo no Brasil, Rio de Janeiro, 1894. Ensaios de filosofia do direito, Rio de Janeiro, 1895. Machado de Assis, Rio de Janeiro, 1897. Novos estudos de literatura contemporânea, Rio de Janeiro – Paris, 1897. Ensaios de sociologia e literatura, Rio de Janeiro, 1901. Martins Pena, Porto, 1901. Parnaso sergipano, Aracaju, 1904. Passe recibo, Belo Horizonte, 1904. Discurso, Porto, 1904. Evolução do lirismo brasileiro, Recife, 1905. Outros estudos de literatura contemporânea, Lisboa, 1905. Compêndio de história da literatura brasileira (em colab. com João Ribeiro), Rio de Janeiro, 1906. A pátria portuguesa, Lisboa, 1906. A América Latina, Porto, 1906. Zeverissimações ineptas da crítica, Porto, 1909. Provocações e debates, Porto, 1910. Minhas contradições, Bahia, 1914. O Brasil social, Rio de Janeiro, 1907. Quadro sintético da evolução dos gêneros na literatura brasileira, Porto, 1911. A história do Brasil pela biografia de seus heróis, Rio de Janeiro, 1890.

S
SAMPAIO, Francisco Leite de Bitencourt
N. em Laranjeiras (SE), a 1º de fevereiro de 1834, filho de negociante português do mesmo nome e D. Maria de Santana Leite Sampaio. Principiou os estudos na Faculdade de Direito do Recife (PE), interrompendo-os em 1856, para acudir aos conterrâneos por ocasião da epidemia do colera-morbus. Continuou o curso de Direito em S. Paulo, onde se bacharelou em 1859, quando se tornou figura popular “com seus crescidos cabelos loiros e casaca azul e botões amarelos”. Poeta lírico, político e jornalista, por pouco tempo pertenceu ao funcionalismo público como promotor de Itabaiana e Laranjeiras (SE). Em março de 1861, mudou-se para o Rio de Janeiro (GB), onde abriu banca de advogado. Foi eleito deputado geral pela província nas legislaturas de 1864-1866 e 1867-1870. Presidente do Espírito Santo, entre os dois períodos legislativos. Em 1870, desligou-se dos partidos monárquicos, assinando com Quintino Bocaiúva o famoso manifesto republicano. Com a proclamação da República, foi chamado a ocupar cargos públicos, como redator dos debates da Assembléia Constituinte, de 1889 a 1892, e diretor da Biblioteca Nacional. Quintanista de Direito, em S. Paulo, em 1859, escreveu os versos para o Hino Acadêmico, posto em música pelo jovem Carlos Gomes, que se tornou famoso através das gerações. Outros versos de sua autoria, na mesma ocasião, foram musicados por Carlos Gomes, daí resultando na modinha Quem Sabe? Conhecida em todo o Brasil.

Bibliografia: Poesias (em conjunto com Macedo Soares e Salvador de Mendonça), S. Paulo, 1859. Flores silvestres (poesias), Rio de Janeiro, 1860. Poemas da escravidão (com traduções de Longfellow e produções originais), Rio de Janeiro, 1884. A divina epopéia de S. João Evangelista (trasladada para versos heróicos em português), Rio de Janeiro, 1882.

SAMPAIO, José de Aguiar
N. em Carmópolis (SE), a 2 de maio de 1914, filho de Gaspar Sampaio e D. Honorina de Aguiar Sampaio. Estudou as primeiras letras na terra natal. Freqüentou aulas noturnas em Riachuelo e Capela. Em Riachuelo começou escrevendo seus versos nas calçadas, muros e mesas de café. Fixando-se em Aracaju (SE), tornou-se caixeiro-viajante. Solteiro e boêmio, percorria o interior do Estado, mensageiro da nova poesia. Foi comerciante em Itaporanga e Feira de Santana (BA). Colaborou em jornais e revistas sergipanos, cariocas, paulistas e baianos. Sobre o precursor da poesia moderna em Sergipe, escreveram vários escritores de nomeada. F. a 3 de abril de 1956.

Bibliografia: Nós acendemos as nossas estrelas. Obras completas, ed. do movimento Cultural de Sergipe, 1956.

SANTOS, José Barreto dos
Pseudônimos: Cipriano e Philon. N. em Campos (SE), a 22 de março de 1881, filho de Antônio Francisco dos Santos e D. Adelaide Augusto do Rosário. Freqüentou o Ateneu Sergipense, transferindo-se para a Bahia, onde completou a educação em letras e em música. Retornou à terra natal, onde exerceu funções públicas. Colaborou na revista mensal baiana Nova Cruzada, de que foi um dos fundadores em 1901, em O Estado de Sergipe, na Folha de Sergipe e em A Razão. Poeta, músico e jornalista. F., em Campos (SE), a 29 de abril de 1915.

Bibliografia: Crisóis (versos).

SANTOS, Manoel Pompílio dos
Pseudônimo: Raul D’Alva. N. em Maroim (SE), a 25 de dezembro de 1875, filho do Capitão Luciano José dos Santos e D. Francisca de Sales Conceição Santos. Não teve curso regular em letras, porém muito aproveitou na assídua freqüência ao Gabinete de Leitura da cidade natal, na qual aprendeu a arte tipográfica, praticando nas oficinas de O Maroinense, jornal local. Com o empastelamento desse órgão, mudou-se para Santos (SP). Continuou na profissão de tipógrafo, montando a Tipografia Brasil, o mais importante estabelecimento da época. Deixando a empresa, trabalhou nas redações de jornais santistas, entre os quais A Tribuna, em 1899. Tentou viver no Rio de Janeiro, trabalhando como tipógrafo, em jornais. Fundou em dirigiu, em Santos, a revista literária e humorística A Fita, de 1911 a 1914, com êxito sem precedentes na época. Congregou ao redor as figuras mais destacadas das letras santistas. Poeta, as composições estão esparsas em órgãos de Santos e Sergipe, sob o pseudônimo de Raul D’Alva. F., em Santos (SP), a 5 de fevereiro de 1919.

Bibliografia: Maroim (versos), 1893. Calmaria (versos), 1903. Não te esqueças de mim 1904. Visão interior (versos).

SANTOS, Martinho Lutero dos
N. em Laranjeiras (SE), a 22 de setembro de 1922, filho de Manuel Antônio dos Santos e D. Penélope Magalhães dos Santos. Concluiu o ginasial em 1939, na cidade do Salvador (BA). Bacharelou-se em Teologia em 1946, na Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana, em Campinas (SP). Pastor em Itabuna (BA), em 1947. Professor, em 1951, no Colégio de Ponte Nova, Itacira, e pastor, nessa época, na igreja local. Publicitário e colaborador da imprensa da Capital. Em 1973, bacharelou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de S. Paulo. Em 1974 e 1975, foi professor-auxiliar na cadeira de Língua e Filologia Portuguesa, na mesma Universidade.

Bibliografia: Dinorá, malinducada (novela), Ed. Senzala, S. Paulo, 1967. Mano doido (romance), inédito.

SILVA, Clodomir de Sousa e
Nasceu em 1892 e morreu em 1932, jornalista, professor e político. Pertenceu à Academia Sergipana de Letras, como fundador da cadeira 13. Foi redator de diversos jornais sergipanos, deputado estadual (1930-1925).
BIBLIOGRAFIA: Álbum de Sergipe (1920); Minha Gente (1922, 2.Edição em 1962)

SILVEIRA, Joel Magno Ribeiro
N. em Aracaju (SE), a 23 de setembro de 1918, filho de Ismael Silveira e D. Jovita Ribeiro Silveira. Começou a escrever quando no curso secundário. Compôs a pequena novela, Desespero, editada em Aracaju, em 1936. Veio para o Rio de Janeiro (GB), em 1937, ingressando no jornalismo. Trabalhou no D. Casmurro e depois no Vamos Ler. Continuou a escrever contos literários, que lhe deram nomeada. Correspondente de Guerra na Itália, onde esteve com a FEB, mandando para a imprensa carioca reportagens sobre os pracinhas, reunidas no livro História de Pracinhas, 1945. Publicou outra série de reportagens, estampadas anteriormente em Diretrizes (fase de revista), em colaboração com Francisco de Assis Barbosa, sob o título de “Os homens não falam demais”. Outro livro que causou sensação, também de reportagens, foi o que lançou, em 1946, Grã-finos em S. Paulo e Outras notícias do Brasil. Redator de Manchete e diretor do Serviço de Documentação do Ministério do Trabalho.

Bibliografia: Desespero (novela), Aracaju, 1936. Onda raivosa (contos), S. Paulo, 1939. Roteiro de A Margarida (contos), S. Paulo, 1940. A lua (contos), S. Paulo, 1945. Desaparecimento da aurora (romance). O marinheiro e a noiva (poema), ed. fora do comércio. Histórias de pracinhas (reportagens), Rio de Janeiro, 1945. Os homens não falam demais (reportagens de parceria com Francisco de Assis Barbosa), Rio de Janeiro, 1942. Grã-finos de S. Paulo e outras notícias do Brasil (reportagens), S. Paulo, 1946. Petróleo do Brasil (estudo em colaboração com Lourival Coutinho). Um guarda-chuva para o Coronel, Rio de Janeiro, 1968. Vinte horas de abril, Rio de Janeiro, 1969. cada um tem sua verdade (entrevistas em preparo).

SOUSA, Bernardino José de
N. na Vila Cristina (SE), a 8 de fevereiro de 1885, filho de Otávio José de Sousa e D. Filomena Maciel de Faria, pais também da poetisa Seleneth Maria de Sousa Medeiros. Bacharelou-se pela Faculdade Livre de Direito da Bahia, em 1905. Entregou-se ao magistério, lecionando no Colégio Carneiro. Foi deputado à Assembléia do Estado. Em 1906, fez concurso para professor da Faculdade de Direito. Membro da Academia de Letras da Bahia. Colaborou em jornais e exerceu cargos públicos. F., no Rio de Janeiro (GB), a 11 de janeiro de 1949.

Bibliografia: Nomenclatura geográfica peculiar ao Brasil, BA, 1910. Educação política, BA. Heroínas baianas (Joana Angélica, Maria Quitéria e Ana Néri), Rio de Janeiro, 1936. Dicionário da terra e da gente do Brasil, Brasiliana, Ed. Nacional, S. Paulo, 1939. O ciclo do carro de boi do Brasil (inédito).

SOUSA, Constantino José Gomes de
N. na Estância (SE), a 18 de setembro de 1825, filho de José Maria Gomes de Sousa e D. Maria Joana da Conceição. Irmão do escritor José Maria Gomes de Sousa. Estudou as primeiras letras com o prof. Joaquim Maurício Cardoso. Aprendeu latim com o Padre Raimundo de Campos da Silveira. Matriculou-se, em 1844, na Faculdade de Medicina da Bahia. Em 1849, transferiu-se para a Faculdade do Rio de Janeiro (GB), onde se doutorou em 1853. Ainda estudante, surgiu na imprensa, escrevendo em O crepúsculo e em A borboleta, ambos da Bahia, e no Jornal do Comércio, na Ilustração brasileira e na Semana Ilustrada, do Rio de Janeiro (GB). Exerceu a medicina. Dramaturgo e romancista, considerado por Sílvio Romero o decano dos poetas sergipanos. Muito trabalhou e produziu, mas foi atraído pelo jogo, que o reduziu à extrema pobreza. F., no Rio de Janeiro, a 2 de dezembro de 1877.

Bibliografia: Prelúdios poéticos (versos), Bahia, 1848. Os hinos da minh’alma (poesias), (poesias), Rio de Janeiro, 1851. O espectro da floresta (drama), Rio de Janeiro, 1856. Há dezessete anos ou A filha do salineiro (drama), Rio de Janeiro, 1860. Os três companheiros de infância (drama), Rio de Janeiro, 1869. O desengano (romance), Niterói, 1871. A filha sem mãe (romance), Rio de Janeiro, 1873. O grumete (romance marítimo), em folhetins na Semana Ilustrada, Rio de Janeiro, 1873-1874. Areyurana (romance), no mesmo semanário, 1874. O cego (romance), Rio de Janeiro, 1877. E outros incertos.

Sousa, José Maria Gomes de __
N. na Estância (SE), a 15 de março de setembro de 1839, filho de outro do mesmo nome e D. Maria Joana da conceição. Irmão do poeta Constantino José Gomes de Sousa. Possuindo prática de farmácia, dedicou-se, na cidade natal, a esse mister. Professor particular, solicitador e jornalista. Quando moço, transferiu-se para Barbacena (MG), onde exerceu o magistério no Colégio Abílio, pertencente ao Barão de Macaúbas. Ajudou a fundar o teatro da cidade e fez jornalismo. Ausente d terra natal, por alguns anos, regressou, passando a exercer as funções de administrador da Mesa de Rendas, em 1874. Três anos depois, viajou outra vez para Minas Gerais. Aquela foi a última visita do poeta à terra natal, na qual por três vezes trabalhou como funcionário público. Publicou dois volumes de versos, em que se revelou o lírico e épico. Sua maior inclinação era pelo gênero épico. As composições distinguiram-se pela profunda melancolia. Se não atingiu as culminâncias em que pairou Castro Alves, na opinião de Edgard Cavalheiro, pelo menos permaneceu acima da mediocridade da época. F., em Barbacena (MG), a 29 de novembro de 1894.

Bibliografia: Estancianas (poesias), Bahia, 1868. Mocidade e velhice (poesias), Rio de Janeiro, 1892 (compõe-se o volume de 62 poesias, oferecidas aos poetas sergipanos Constantino José Gomes de Sousa, Pedro de Calasans, Tobias Barreto e Joaquim Estêves da Silveira). Musa sergipana (coleção inédita das melhores poesias de autores sergipanos com introdução de Brício Cardoso). Conservou-se inédito.


Sousa, José Santo
SANTO SOUZA nasceu em Riachuelo (SE), a 27 de janeiro de1919. Poeta, estreou na literatura com o livro A cidade subterrânea. Faz parte do Instituto Histórico do Estado. Vice-presidente do Clube Sergipano de Poesia.

Bibliografia: Cidade subterrânea, Aracaju 1953. Caderno de elegias, Aracaju, 1954. Ode órfica, Aracaju, 1956. Pássaro de pedra e sono, Movimento Cultural de Sergipe, Aracaju, 1964.

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Fonte: http://www.biblioteca.ufs.br/sergipanos_todos.php
 

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